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TJ mantém preso casal condenado por torturar menina de 9 anos em SP com alicate, martelo e fios elétricos
11/07/2018

Processo relata que mulher cortou a língua da criança com alicate, costurou em seguida e fez a menina limpar o sangue. Os dois condenados negam as agressões. Vanessa de Jesus Nascimento e Adriano dos Santos foram condenados por torturar menina de 9 anos e obrigá-la a fazer o trabalho doméstico Reprodução/TV Globo A Justiça manteve a pena de Vanessa de Jesus Nascimento e do marido dela, Adriano dos Santos, por torturar da filha da mulher quando a criança tinha 9 anos de idade. O crime foi descoberto em 2016, quando os dois foram presos após a fuga da garota, no bairro do Butantã, Zona Oeste de São Paulo. A menina tem hoje 11 anos de idade. O processo segue em segredo de Justiça. A decisão pela manutenção da sentença foi tomada em março deste ano, mas o G1 conseguiu confirmar o andamento processual nesta semana. A decisão da justiça foi tomada após pedido de habeas corpus do casal. A mulher acusada de torturar a filha ainda tem outros dois filhos, de 6 e 7 anos. As duas crianças e a menina que sofria tortura estão em um abrigo. As agressões, segundo a Justiça, duraram quatro anos. Vanessa foi condenada a 48 anos de reclusão pelos crimes de tortura, lesão corporal e redução à condição análoga à escravidão (quando a vítima é, por exemplo, submetida a trabalhao forçado ou tem a liberdade de locomoção restrita). Adriano foi condenado a 33 anos por tortura e redução à condição análoga à escravidão. Com a decisão do Tribunal de Justiça, os dois condenados terão que cumprir ao menos 2/5 das penas em regime fechado, para depois poderem ter direito à progressão de pena para regime semiaberto, conforme prevê a legislação de crimes hediondos. À Justiça, Vanessa negou as agressões cometidas contra a filha, alegando que as lesões no corpo da menina eram antigas, do tempo em que a menina morou na Bahia com a avó, que outras agressões eram cometidas pelo marido e que outras lesões teriam sido provocadas por uma queda de bicicleta. Durante o julgamento, Adriano dos Santos negou que tivesse cometido qualquer agressão contra a menina, alegando que elas teriam sido feitas pela mãe. Relatos de crueldade Segundo o processo, a criança relatou à juíza Tatiane Moreira Lima, da Vara de Violência Doméstica do Butantã, que em diversas ocasiões apanhava de Vanessa apenas por chamá-la de mãe. O casal ainda aumentava o volume do rádio quando começavam as sessões de tortura. “Em uma das oportunidades, alegando que havia 'areia na cama', e sabe-se lá o que isto significaria aos olhos da dupla, a denunciada apertou a língua da filha com um alicate, causando-lhe extremo sofrimento. A seguir, em virtude de o ferimento sangrar muito, a denunciada costurou a língua da menina com agulha e linha e, a seguir, obrigou a criança a limpar o sangue que havia espirrado pela casa”, detalhou a juíza na condenação. Ainda de acordo com o processo, a menina era obrigada a fazer a limpeza de toda a casa, era proibida de comer, dormia ao relento e sob chuva, além de ser obrigada a ingerir bebida alcoólica como punição. O casal usava fios elétricos, martelos e também costumava desferir socos na menina, ainda segundo o processo. A mãe e o padrasto também tiraram a menina da escola por causa das marcas que as sessões de tortura deixavam na criança. Efeito psicológico "É o caso de violência doméstica mais grave que já tive conhecimento em mais de 20 anos de atuação na área da infância e juventude. Recentemente, durante uma palestra sobre trabalho infantil, no interior de São Paulo, citei alguns trechos dos relatos da menina que constam na sentença judicial que condenou os agressores, e as pessoas começaram a chorar", disse Ariel de Castro Alves, coordenador da Comissão da Infância e Juventude do Condepe em São Paulo. "A criança sobreviveu por alguns anos numa rotina cotidiana de crueldade, tortura e violência extremas", completou. Segundo ele, o caso foi uma "rotina de verdadeiro terror". "E tudo isso praticado por quem deveria protegê-la, a própria mãe e o padrasto. O caso revela também a necessidade de se combater o trabalho infantil no ambiente doméstico. Ela começou a ser explorada no trabalho infantil doméstico e passou a ser torturada das mais diversas e terríveis formas", disse o coordenador do Condepe. Alves disse que a crueldade dos crimes praticados pelo casal deixaram marcas psicológicas permanentes para a vítima. "Ela precisará de apoio psicológico para o resto da vida, diante dos traumas e sequelas gerados por toda a violência que sofreu. Durante alguns anos, a criança foi explorada, humilhada, constrangida, escravizada e torturada." Pessoas que tenham conhecimento de situações de violência contra crianças devem ligar no Disque 100, ou procurar as polícias Civil e Militar ou conselhos tutelares.
Fonte: G1
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